Os reassentamentos construídos pela Fundação Renova estão ganhando contornos de cidades estruturadas, do modo que foram pensados e projetados, juntamente com os futuros moradores. No reassentamento de Bento Rodrigues, as obras de infraestrutura, que incluem ruas, calçadas, sistema de drenagem, energia elétrica e redes de água e esgoto, foram concluídas. Os postos de saúde e de serviços e a Escola Municipal também estão prontos. O templo da Assembleia de Deus e a sede da Associação de Hortifrutigranjeiros estão em fase de construção. Com o avanço das obras em Bento Rodrigues, ainda que algumas estejam em andamento, atividades culturais, socioambientais e religiosas estão sendo realizadas no local, e se tornaram parte do cotidiano das famílias.

| Paracatu de Baixo

O reassentamento de Paracatu de Baixo aos poucos também ganha o desenho do distrito planejado junto à comunidade. A infraestrutura está pronta, com a terraplanagem das vias de acesso e áreas dos lotes, contenções, obras de drenagem pluvial, adutora de água tratada e rede de esgoto. As vias públicas estão iluminadas. Outras obras importantes foram iniciadas, como as escolas fundamental e infantil, o posto avançado de saúde, o cemitério, a Estação de Tratamento de Água (ETA) e a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Atualmente, mais de dois mil colaboradores trabalham em Paracatu de Baixo. 

Com o avanço das obras, uma nova fase de diálogo com as famílias de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo foi iniciada, já que é possível planejar como será a vida nos reassentamentos a partir de 2023. Saiba mais.

A Fundação Renova realizou, em junho, a primeira compra de sementes coletadas por indígenas da aldeia Pataxó Geru Tucunã, que fica em Açucena (MG). Foram adquiridos 242 kg de sementes de 13 espécies florestais nativas, entre elas cajazinho (Spondias mombim), boleira (Joannesia princeps), angico-vermelho (Anandenanthera macrocarpa) e garapa (Apuleia leiocarpa). Cada espécie tem um valor de venda específico. A compra gerou uma renda de mais de R$ 20 mil para o grupo, que é formado por seis coletores.
“Assim como os demais grupos, os coletores passaram pelo processo de mobilização e assistência técnica para aprender cada etapa da coleta. É gratificante ver a Rede de Sementes e Mudas cumprindo sua proposta de contribuir com a restauração florestal através da estruturação de uma atividade não existente no território, promovendo diversificação de renda e inclusão das comunidades no processo da reparação.”
Leandro Abrahão
Analista UST da Fundação Renova
As sementes serão utilizadas nas iniciativas de restauração florestal que estão em andamento na bacia do Rio Doce, nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. A meta é coletar 65 toneladas de sementes para recuperar 40 mil hectares de Áreas de Proteção Permanente (APPs) e Recarga Hídrica e 5 mil nascentes.

 

Produtores rurais de pimenta-do-reino do assentamento Zumbi dos Palmares, em São Mateus (ES), têm agora uma unidade de beneficiamento com capacidade para atender mais de 150 famílias. A ação foi realizada pela Fundação Renova junto à Cooperativa de Beneficiamento, Comercialização e Prestação de Serviço dos Agricultores Assentados (Coopterra) e a inauguração aconteceu dia 29 de junho. O maquinário próprio, além de agregar valor ao produto, contribui para gerar trabalho e renda para as famílias que aderirem ao projeto.

“O objetivo da parceria é fomentar a diversificação da produção e inserção de tecnologias sociais agrícolas, no intuito de elevar o grau de desenvolvimento socioeconômico e ambiental no campo, a partir das famílias dos assentamentos de reforma agrária inseridos no projeto, interesses convergentes entre Fundação Renova e Coopterra.”
Ana Cristina Lage
Coordenadora do Programa de Economia e Inovação da Fundação Renova
O projeto tem orçamento de mais de R$ 2,6 milhões. As ações contemplam ainda a construção de uma unidade de beneficiamento de café e pimenta-do-reino no assentamento Valdício Barbosa, instalação de equipamentos de beneficiamento em outros três assentamentos, assistência técnica especializada e incentivo à comercialização dos produtos. O projeto deve beneficiar, direta e indiretamente, mais de 565 famílias em nove assentamentos do Espírito Santo. A ação faz parte de projetos compensatórios conduzidos pela Fundação Renova com objetivo de dinamizar a economia da bacia do Rio Doce.
Ribeirinhos, líderes comunitários, pescadores e agricultores estão participando de atividades teóricas e práticas para conhecer como é desenvolvido o Programa Monitoramento Quali-quantitativo Sistemático de Água e Sedimento (PMQQS), conduzido pela Fundação Renova na bacia do Rio Doce. No total, o programa possui 22 duas estações automáticas e 82 pontos de monitoramento convencional distribuídos por 690 km de rios da bacia e em 244 km das zonas costeira e estuarina.

Os participantes acompanham o processo de coleta das amostras de água em barcos da Fundação Renova e laboratórios parceiros, aprendem como são feitas as análises e assistem à demonstração dos resultados.
“O processo é cadenciado e lento, até mesmo para não haver erro. Anotado e fotografado também. E com segurança de não haver condições de ser modificado até o laboratório.”
Herval Nogueira Júnior
Presidente da Associação Comunitária de Barra do Riacho, no Espírito Santo (ES).

“Os participantes saem da experiência com outra visão, pois passam a conhecer a complexidade e a importância do trabalho de monitoramento das águas. Recebi retornos de pessoas dizendo terem compreendido melhor como o monitoramento da água é um processo rigoroso, confiável e muito importante para a agricultura. Hoje, os participantes são multiplicadores desse conhecimento para as comunidades.”
Gustavo Giacomin
Analista de Monitoramento da Água da Fundação Renova

 

A ação faz parte do projeto Doce Vivo, que busca orientar as comunidades localizadas na bacia do Rio Doce sobre os cuidados com a água do rio, bem como compartilhar informações sobre o PMQQS. Os resultados do monitoramento demonstram uma tendência de recuperação em toda a região impactada, com a retomada das concentrações dos parâmetros de qualidade da água em níveis anteriores aos existentes antes do rompimento. Saiba mais.

 

Com o rompimento da barragem de Fundão, o Instituto Terra se tornou um dos parceiros da Fundação Renova nas ações de restauração florestal, recuperação de nascentes e capacitação profissional de jovens e produtores rurais. Além de colaborar no processo de recuperação de 5 mil nascentes e 40 mil hectares de áreas de preservação permanente ao longo da bacia do Rio Doce, a instituição forma profissionais especializados na restauração de ecossistemas florestais. Este ano, 16 estudantes foram selecionados para formação gratuita, que inclui 2 mil horas/aula e atividades práticas. Treze desses jovens são financiados pela Renova.

“Apostar na formação de capital humano é fundamental para o futuro da bacia, pois estes jovens, em breve, serão os próximos gestores e terão de tomar decisões importantes. Muitos desses estudantes são contratados pela Fundação Renova e pelos parceiros, como o próprio Instituto Terra.”
Leonardo Silva
Gerência de Desenvolvimento Sustentável da Fundação Renova
Com o investimento total de R$ 4,4 milhões da Fundação Renova, 80 jovens de diferentes idades serão capacitados nos próximos sete anos pelo Instituto Terra.
“Temos o objetivo de recuperar áreas degradadas na região do Vale do Rio Doce. Parceiros como a Fundação Renova potencializam nossas ações. Capacitar jovens é uma forma de conscientizar e educar futuros profissionais da produção rural para trabalhar no meio agrícola de forma mais sustentável.”
Andressa Catharina
Gerente de Educação e Pessoas do Instituto Terra
Idosos, mulheres, adolescentes e crianças em situação de vulnerabilidade estão sendo atendidos por projetos aprovados no Edital de Proteção Social da Fundação Renova. Ao todo, R$ 4 milhões estão sendo destinados a instituições de Minas Gerais e do Espírito Santo para o desenvolvimento de atividades que promovem a cidadania e a longevidade, oferecem aulas de robótica e empreendedorismo, além de oficinas de empoderamento feminino, dança, acompanhamento psicológico, atividades físicas, entre outras ações. A participação em cada atividade é determinada pela faixa etária e interesse do público.

Em Aracruz (ES), a associação Amigos da Justiça, Cidadania e Arte desenvolve o projeto Saber Viver: construindo novas vivências, direcionado a públicos de cinco comunidades. Este é um dos projetos atendidos no município. As aulas de dança para a terceira idade são uma das atividades mais procuradas.
“Nós podemos dizer que essa iniciativa tem sido um sucesso. Nós vemos e ouvimos os relatos de como essas atividades transformam essas pessoas, que passam a enxergar oportunidades e mudar suas vidas. Tem sido um trabalho de transformação.”
Eliane Tartaglia
Coordenadora do projeto Saber Viver: Construindo Novas Vivências
Em Minas Gerais, um dos projetos contemplados é o Atividade Física: cidadania, saúde e longevidade, do Instituto Brasil Igualdade Social (Ibis), de Governador Valadares. O projeto realiza oficinas semanais voltadas para pessoas que passaram dos 50 anos e que desejam manter o corpo e a mente em harmonia.
“Eu sinto muito orgulho por contribuir com um trabalho que leva a uma transformação muito positiva nas pessoas. Logo no primeiro encontro, fizemos uma dinâmica e nela vimos que uma mulher não conseguia nem se olhar no espelho. Hoje, ela é uma das primeiras a participar das atividades e fazer fotos.
Christiane Prates Ramos de Oliveira
Coordenadora do projeto Atividade Física: cidadania, saúde e longevidade
Também são realizadas atividades em parceria com a instituição Rede Vidas, em Tumiritinga (MG), com o projeto Fortalecimento de Vínculos e Práticas Socioculturais e Assistenciais, que tem o objetivo de fomentar o protagonismo e a autonomia de mulheres, crianças e adolescentes a partir de atividades lúdicas, culturais e esportivas.
No ar desde 2019, o Portal da Transparência traz informações que permitem que a sociedade acompanhe e fiscalize a reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG). A plataforma é interativa e atualizada de acordo com as ações reparatórias e compensatórias executadas, contando também com dados de gestão financeira, concorrências e governança da Fundação Renova. Melhorias implementadas recentemente na plataforma otimizaram a organização dos dados, facilitaram a navegação por parte do usuário e tornaram o acesso às informações mais rápido e prático.

O Portal da Transparência faz parte da iniciativa internacional Open Government Partnership (OGP), que incentiva em todo o mundo práticas governamentais relacionadas à transparência dos governos, ao acesso à informação pública e à participação social. A construção da plataforma teve como referências a Lei de Acesso à Informação (LAI) e as estruturas dos portais de transparência dos governos Minas Gerais e do Espírito Santo, estados onde a Fundação Renova atua. Saiba mais.