A Fundação Renova concluiu mais três casas do Reassentamento Familiar, modalidade que atende às famílias que optaram por viver fora dos reassentamentos coletivos de Bento Rodrigues e Paracatu de Baixo. Construídas totalmente do zero, duas das três casas estão localizadas na área urbana de Mariana (MG). A terceira fica na área rural do município e a entrega foi feita ao proprietário Milton do Carmo de Oliveira, que está morando no local há mais de um mês.
“A casa ficou muito melhor do que eu esperava. Foi feita com três quartos, cozinha planejada e em um terreno bem melhor do que o que eu tinha antes. Eu queria um lugar que tivesse bastante água, assim consigo plantar milho, mandioca e outras coisas para consumo próprio. No futuro, quero fazer um espaço para jogar baralho e sinuca, porque agora aqui é um lugar que a minha família se reúne todo final de semana. ”
Milton do Carmo de Oliveira
Aposentado
Renata Carolina dos Santos, analista social da Fundação Renova, acompanhou a entrega do imóvel ao aposentado.
“A escolha do Sr. Milton pela propriedade, desde o início, foi pautada por um local que pudesse conservar os modos de vida rural, com muita disponibilidade de água. Outro ponto importante foi a proximidade com a área urbana de Mariana, para que ele pudesse ficar perto das filhas que moram no município. Me sinto privilegiada por fazer parte de uma entrega que está fazendo a diferença para essa e outras famílias, levando uma nova perspectiva para as suas vidas.”
Renata Carolina dos Santos
Analista social do Reassentamento Familiar da Fundação Renova
Até o momento, foram entregues 19 casas e dois lotes na modalidade. Outras 14 casas estão em construção, sendo 12 localizadas na zona urbana e duas na zona rural. A previsão é de que essas obras sejam entregues nos próximos meses. Saiba mais.
Até julho de 2022, a Fundação Renova pagou R$ 11,16 bilhões em indenizações e Auxílio Financeiro Emergencial (AFE) a mais de 400 mil pessoas pelos danos causados pelo rompimento da barragem de Fundão. O novo impulso se deve à implementação, em agosto de 2020, do Sistema Indenizatório Simplificado, a partir de decisão judicial. Por essa modalidade foram pagos R$ 7,17 bilhões para mais de 67 mil pessoas. Em junho deste ano, o sistema fez o maior desembolso em um mês e pagou quase R$ 1 bilhão aos atingidos. Saiba Mais

 

O projeto Impulso Rio Doce ofereceu consultoria a mais de 1.100 empreendimentos em 40 localidades da bacia do rio Doce. Conduzida pela Fundação Renova em parceria com o IEBT – Inovação e Transformação Digital, a iniciativa tem o objetivo de promover o desenvolvimento econômico e fortalecer micro e pequenos negócios. Das propostas selecionadas, 70% correspondem a negócios existentes e 30% a negócios que precisavam de apoio para iniciar as atividades.

“O Impulso Rio Doce é um dos maiores programas de aceleração do país. Alguns empreendedores tinham uma boa ideia e tiveram a oportunidade de transformar essa ideia em um plano de negócio. Também atendemos empreendedores que estavam começando e precisavam de apoio, além daqueles empreendimentos consolidados há mais tempo e que conseguiram ganhar competitividade no mercado.”
Anízio Vianna
Especialista do programa de Economia e Inovação da Fundação Renova.
Célio Marques de Oliveira é um dos empreendedores que conseguiu colocar uma boa ideia em prática. Há quatro meses, abriu um comércio de peixes frescos e de hortaliças orgânicas em Cachoeira Escura, distrito de Belo Oriente (MG). 
“Foram seis meses de atividades, palestras, treinamentos e mentorias online. O projeto me auxiliou na elaboração do plano de negócios, na organização e no gerenciamento do meu comércio.”
Célio Marques de Oliveira
Proprietário da Peixaria Dourado
Valdilene de Almeida, empresária na cidade de Naque (MG), também participou das atividades de consultoria e mentoria do Impulso Rio Doce. Ela decidiu ampliar o espaço físico de seu empreendimento, o Top Lanches Burger Bar, com a montagem de um playground destinado ao público infantil. Saiba Mais.   
“O projeto foi fundamental pois me abriu a mente e motivou a seguir. Eu não tinha essa visão e aprendi que era possível avançar. Hoje consigo atender melhor as famílias e as crianças. ”
Valdilene de Almeida
Proprietária do Top Lanches Burger Bar
A Fundação Renova, em parceria com a Associação Ateliê de Ideias, está implantando o Projeto de Bancos Comunitários em cinco localidades mineiras e capixabas, com o intuito de promover o desenvolvimento dos territórios a partir do estímulo ao empreendedorismo e à circulação de riquezas em âmbito local. As comunidades que receberão o projeto são: Baixa Verde, em Dionísio (MG); Cachoeira Escura, em Belo Oriente (MG); Itueta (MG), e Regência e Povoação, em Linhares (ES). 

Os bancos comunitários possuem como base o conceito de Economia Solidária, sendo autogeridos pela própria população local. No projeto, as comunidades definem as regras para concessão de crédito e realizam a gestão do banco.
“Temos a expectativa de que os Bancos Comunitários contribuam para fortalecer o empreendedorismo local, gerando oportunidades de trabalho e renda à população, de maneira associada ao seu contexto, identidade e cultura. ”
André Mapa
Analista de Economia e Inovação da   Fundação Renova.

 

Para a implantação dos bancos comunitários, que fazem parte do Programa de Desenvolvimento e Diversificação Econômica, a Fundação Renova irá investir R$ 3 milhões até 2024. Ao longo desse período, cada banco receberá assistência para sua constituição e funcionamento. Saiba Mais

 

À frente de um dos maiores programas de restauração florestal no mundo, a Fundação Renova tem como meta recuperar 40 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Áreas de Recarga Hídrica (ARHs), além de 5 mil nascentes na bacia do rio Doce em um período de 10 anos. O investimento será de R$ 1,7 bilhão. 

Até julho de 2022, cerca de 3.600 hectares de APPs e ARHs estavam em processo de restauração em Minas Gerais e Espírito Santo, com mais de 200 propriedades rurais parceiras nas ações de restauro florestal. O processo de recuperação chegou também a 1.400 nascentes, com a participação de 500 propriedades rurais, e a 4.500 hectares em áreas cercadas. 

“A restauração florestal é uma atividade relativamente nova no Brasil e no mundo, sendo que a grande maioria dos casos de sucesso não ultrapassam 1.000 hectares. Então, a meta da Fundação Renova é extremamente desafiadora. O ano de 2021 foi fundamental para a reestruturação do programa, planejamento e aceleração de várias etapas, o que vem refletindo no sucesso da empreitada em 2022, com o processo de contratação de empresas, mobilização de produtores, validação de área e cercamento avançando de maneira significativa.”
José Almir Jacomelli
Coordenador de Restauração Florestal da Fundação Renova
Somente este ano a Fundação Renova está destinando quase R$ 650 milhões para restauração de milhares de hectares de APPs e ARHs na bacia do rio Doce, o equivalente a mais de 20 mil campos de futebol. Saiba Mais.
A Fundação Renova e a Universidade Federal de Viçosa (UFV) assinaram, em junho, um acordo de cooperação para realizar o projeto de conservação e manejo de espécies da fauna historicamente ameaçadas de extinção na bacia do rio Doce, em Minas Gerais. A iniciativa vai ao encontro das estratégias traçadas no Plano de Ação para Conservação da Biodiversidade Terrestre da Renova, que tem o objetivo de recuperar populações e restaurar os habitats de espécies ameaçadas em um período de 10 anos.

O projeto envolve o diagnóstico e iniciativas de proteção e conservação de mamíferos, aves terrestres e primatas ameaçados de extinção nas regiões do Alto e Médio rio Doce e do Parque Estadual dos Sete Salões. Além disso, a iniciativa pretende fomentar programas de preservação dos saguis-da-serra (Callithrix flaviceps e Callithrix aurita) e integrar as comunidades nas ações de conservação, aliando conhecimento, ciência e turismo ecológico. Nas últimas semanas, as equipes foram a campo para reconhecimento das áreas e identificação de espécies.
“Vamos conseguir identificar espécies importantes da nossa fauna que estão ameaçadas e precisam de cuidados. Esses registros serão fundamentais porque também envolveremos a comunidade local, visando a proteção das espécies e a geração de renda com o turismo de observação de fauna. Para o grupo de primatas ameaçados, os saguis-da-serra, em especial, vamos fazer um manejo específico para manutenção na natureza e para reprodução em cativeiro, com o objetivo final de reinserção na natureza.”
Fabiano R. de Melo
Coordenador do projeto e professor do departamento de Engenharia Florestal da UFV
A parceria entre a Fundação Renova e a UFV se dá no âmbito do Centro de Conservação dos Saguis da Serra (CCSS), um criadouro científico especializado em pesquisa e conservação desses primatas. O projeto tem duração prevista de 48 meses. Saiba Mais.